Se inicia a Era Das Máquinas...
É isso mesmo que você leu
Chegou o grande momento para os fãs de GTs (os famosos green texts), se inicia a era das máquinas!
Brincadeiras a parte, queria começar esse blog fazendo o que sei de fazer de melhor: ser palhaço.
Com isso dito, nesse post quero falar um pouco sobre IA (novidade, né?), mas no meu ponto de vista, com o que tenho vivenciado.
Como nasceu esse blog?
Posso começar dizendo como a IA facilitou a criação de coisas novas pra quem tem pouco ou nenhum conhecimento. Esse blog aqui foi feito utilizando o Hugo Framework, que eu tive extrema preguiça de ler a documentação pra aprender. A ideia surgiu com o desejo de criar uma marca pessoal, e achei que ter um blog pra compartilhar conhecimento e algumas reflexões fosse uma boa pra começar, mas eu queria que tivesse um design mais “programático” sem perder muito o minimalismo, então me inspirei nessa espécie de currículo:

Quem curte um C# deve ter subido pelas paredes (sacou?). Enfim, como eu sou do time do Kotlin, queria algo mais voltado pra isso, então fiz alguns prompts para criar esse design no Super Design, que me cuspiu isso aqui:

Achei bem promissor, a partir disso instalei o Hugo na minha máquina e praticamente vibe-codei usando GPT-5.3-Codex, usando uma extensão do VS Code. Fiz alguns ajustes finos, algumas melhorias na estrutura, mas diria que 98% foi feito pela IA com prompts ridiculamente simples, meu único conhecimento em Hugo até o presente momento é como criar posts, publicá-los e deployar um novo build (fora isso já tinha certo conhecimento em handlebars/jinja).
Esse relato de como criei esse blog serve pra mostrar pra nós engenheiros de software como a IA democratiza a programação, o design gráfico, entre outros.
O que eu penso sobre isso?
Não adianta eu ser negacionista, acredito que chegaremos ao ponto de quase nunca mais precisar escrever uma linha de código, cada vez mais os modelos melhoram o output de código nas linguagens e frameworks mais famosos. Acho que isso pode separar o “joio do trigo”, os devs que se garantem apenas por saber codar, devem sofrer a cada avanço das LLMs.
“Ok, e como você está se adaptando a tudo isso?”
Bom, eu sempre fui um desenvolvedor que buscava entender os “porquês”, sinto que isso se torna cada vez mais OBRIGATÓRIO.
Dito isso, eu busco entender como funciona minimamente uma LLM, como escrever bons prompts, como criar agentes e tudo que cerca meu trabalho como engenheiro de software: engenharia de requisitos, como criar um software testável e manutenível, design patterns, boas práticas, escalabilidade e testes de carga, a lista é grande…
Mas, calma, você não precisa aprender tudo de uma vez, vá no seu ritmo, aprenda o que seu trabalho exige de você, veja como você consegue ser mais produtivo utilizando IA, teste, erre, aprimore.
Precisa dominar um framework pra desempenhar melhor? Utilize a IA para explicar os principais conceitos dele, peça pra listar as funcionalidades mais importantes, peça para criar desafios para você aprender cada vez mais como ele funciona. E mesmo que seu framework não seja tão conhecido, existe RAG e outras alternativas para contextualizar a IA com o conhecimento que ela precisa. Use ela para aprender e para performar.
Agora a pergunta de milhões: esse post foi feito por uma IA?
Negativo. Todo processo criativo saiu da minha caixola direto para os dedos digitantes no teclado. Sem conteúdo genérico por aqui amigo ;)